quarta-feira, 4 de abril de 2012

Começou bem.


Radar portátil multa 1.701 motoqueiros em SP na 1ª semana

Técnico da CET testa radar-pistola pela primeira vez na ponte das Bandeiras; radar portátil começa hoje em SP A primeira semana de uso dos novos radares portáteis da CET, conhecidos como radares-pistola, resultou em 1.701 multas a motoqueiros por excesso de velocidade.
O balanço considera os primeiros cinco dias úteis da fiscalização, que começou na segunda passada. Em média, foram 340 multas por dia. Para efeito de comparação, em 2011 a CET emitiu cerca de 26 mil multas por dia.
São seis os novos equipamentos, que podem ser usados em 65 pontos da cidade. Eles focam as placas dos motoqueiros apressadinhos e batem uma foto digital. A imagem é criptografada, armazenada em um cartão, e depois descarregada para análise.

"Como é portátil, podemos trabalhar em até quatro locais no mesmo dia. O objetivo é a redução dos acidentes entre os motoqueiros", diz Dulce Lutfalla, assessora de fiscalização da CET.
Até então, os 576 radares fixos existentes não davam conta do recado: as motos escapam deles por circularem entre os sensores e por não terem placa na frente.
Segundo a CET, o impacto dos novos equipamentos ainda deve demorar para ser sentido, pois as notificações das multas ainda nem chegaram aos donos das motos.
Outras infrações, como andar entre corredores de carros ou na faixa expressa da marginal Tietê, não serão fiscalizadas pelos aparelhos, homologados somente para flagrar a velocidade.
No último balanço das mortes no trânsito, de 2010, foram 478 mortes de motociclistas em acidentes, 11,7% a mais que em 2009.



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http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1071354-radar-portatil-multa-1701-motoqueiros-em-sp-na-1-semana.shtml

terça-feira, 3 de abril de 2012

Redescobrindo o Encatamento de Ensinar


Projeto Redescobrindo o Encantamento de Ensinar será apresentado em Brasília


Secretária Municipal de Educação participa do 2.º Congresso Nacional de Gestão Pública 
nesta terça e quarta-feira

Com o objetivo de resgatar a autoestima dos profissionais da educação, a Secretaria de Educação de Pinhais, em 2010, criou o projeto Redescobrindo o Encantamento de Ensinar. Com resultados significativos nestes últimos dois anos, a Secretária Municipal de Educação, Rosa Maria de Jesus Colombo, levará o exemplo para o 2.º Congresso Brasileiro de Gestão Pública, que irá ocorrer nesta terça (3) e quarta-feira (4), em Brasília.
O tema abordado será a busca pela melhor qualidade do ensino na educação básica e sua relação com o bem-estar dos profissionais regentes de classe. “Eu mesma, com 28 anos de carreira, nunca vivenciei nada parecido como esta proposta. Nos encontros estou sempre aprendendo coisas novas com os docentes e com os outros colegas. É muito gratificante ver nossos resultados em nossas unidades”, avalia Rosa Maria, que irá ministrar a palestra no dia 4, a partir das 16h.

O evento irá reunir representantes de diversos Ministérios do Governo Federal, Governos Estaduais, Prefeitos, Secretários Municipais e Organizações relacionadas à Gestão Pública.

http://agoraparana.uol.com.br/index.php/cidade/pinhais/6250-pinhais.html

Richa autoriza crédito para incentivar uso de gás natural


Richa autoriza crédito para incentivar uso de gás natural


Diretor-presidente da Compagas, Luciano Pizzatto, durante assinatura do acordo de financiamento Foto: AENotícias

O governador Beto Richa autorizou nesta segunda-feira (26), em Curitiba, a criação de linhas de crédito para incentivar o uso do Gás Natural Veicular (GNV) no Estado. Por meio de um convênio entre a Companhia Paranaense de Gás (Compagas) e a Agência de Fomento do Paraná, estão disponíveis R$ 10 milhões em financiamentos, na modalidade microcrédito, para conversão de motores de veículos utilizados na prestação de serviços e também para postos de combustíveis e oficinas reparadoras e convertedoras que desejem investir em equipamentos e estrutura.
Os recursos serão emprestados a juros de 0,58% a 1% ao mês, com pagamento em até 60 meses e carência de 12 meses. O acordo assinado tem validade até dezembro de 2014.
“A ideia é estimular o consumo do GNV e fomentar uma nova alternativa energética. A linha de crédito também está alinhada com a política industrial do Estado, onde o setor deve continuar crescendo acima do nacional”, afirmou o governador. Ele lembrou que a produção industrial do Paraná registrou crescimento de 7% em 2011, maior taxa entre os estados brasileiros.
“O preço do equipamento de GNV e esta linha de crédito com juros baixos permitem aos trabalhadores adaptarem seus veículos com o que existe de mais moderno na área de gás veicular”, disse o diretor-presidente da Compagas, Luciano Pizzatto. Ele informou que o objetivo da empresa é ampliar a oferta do gás natural para todo o Estado em parceria com os sindicatos e distribuidores de combustíveis.
“Os interessados em adquirir uma linha de crédito têm que procurar os sindicatos do setor, que estão em contato com os agentes de crédito da agência”, afirmou o diretor-presidente da Agência de Fomento do Paraná, Juraci Barbosa Sobrinho.
De acordo com o presidente do Sindicombustíveis Paraná, Roberto Fregonese, o convênio contribuirá para aumentar a rede de postos de combustíveis fornecedores de GNV em todo o Paraná. “Trabalhamos desde o ano passado em parceria com a Compagas para oferecer ao consumidor um combustível mais limpo e mais barato”, afirmou.
Economia e meio ambiente
Para os usuários que utilizam veículos para serviços, a linha de crédito irá permitir a conversão com tecnologia de ponta, com kits de 5ª geração e que possuem alto rendimento e garantem mais economia e redução da emissão de poluentes.
O acordo faz parte do Programa de Incentivo ao Uso do GNV, criado pela Compagas, e segue a diretriz do governo do Estado de diversificação e ampliação da matriz energética do Paraná, como forma indutora de desenvolvimento integrado estadual e regional.
“O GNV, além de ser menos poluente e trazer vantagem para o meio ambiente, é 50% mais econômico em relação ao etanol”, explicou Pizzatto. Caberá à Compagas fornecer orientação técnica aos interessados e avaliar o desempenho dos programas desenvolvidos.

Acompanharam a assinatura do convênio o coronel Adilson Castilho Casitas (chefe da Casa Militar do Paraná), o secretário Wilson Quinteiro (Relações com a Comunidade); a defensora pública-geral do Paraná, Josiane Bettini Lupion; o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário, Silvestre Staniskewski; o diretor-presidente do Instituto ÁguasParaná, Márcio Nunes, e representantes do setor de combustíveis.
http://agoraparana.uol.com.br/index.php/agora-2/6196-agora-2.html

Protesto contra o desmatamento na Amazônia

Aventura na Amazônia 



 Trio incluiu o pico da Neblina no roteiro de 90 dias pela Amazônia

Uma expedição formada por três brasileiros, batizada de Amazônia, prentende protestar contra os maus tratos do ser humano com a maior floresta do planeta -- e, de quebra, planeja se aventurar pela região mais verde da Terra.
Os aventureiros Angelo Corso, Mario Vidal e Aladir Murta embarcam no começo de abril para a Amazônia. Eles pretendem percorrer 2.500 quilômetros, realizando o percurso a remo, a vela e a pé. A equipe transportará do Rio de Janeiro para a Amazônia, aproximadamente, 1 tonelada de equipamentos.

A equipe começa a aventura remando dois caiaques pela margem direita do rio Negro, um dos maiores afluentes do Amazonas, até a fronteira da Venezuela. De lá, caminham para o pico da Neblina (2.994 metros), a mais alta montanha do Brasil, e realizam um trekking de aproximadamente 15 dias. Para finalizar, o trio veleja pelo rio Negro, desta vez pela margem esquerda, de volta ao ponto de partida da expedição.

Acompanhe as novidades da expedição pelo site
angelocorso.com.br


http://gooutside.uol.com.br/1425

Boas Novas para o setor Industrial.


Governo lança hoje mais um plano para proteger a indústria


Oito meses após o anúncio do programa Brasil Maior, o governo se viu obrigado a turbinar sua política industrial para impulsionar o setor.
O lançamento das novas medidas ocorrerá hoje no Planalto com o mesmo enfoque do programa: aumentar a competitividade dos setores industriais que disputam mercado externo e concorrem com produtos importados.
Assim como no Brasil Maior no ano passado, a equipe econômica ainda fechava na noite de ontem parte das medidas, em reunião da presidente Dilma com sua equipe no Palácio do Planalto.
Para reforçar o pacote, a União pode incluir mais dois setores na lista dos beneficiados com a desoneração da folha de pagamento: hoteleiro e circuitos integrados.
A presidente autorizou ainda a inclusão de incentivos para o setor automotivo entre as medidas que serão anunciadas hoje. Eles entrarão em vigor no próximo ano e beneficiarão tanto montadoras já instaladas no país quanto as que decidirem investir aqui.
Dentre os incentivos, pode haver redução de impostos às empresas, desde que elas cumpram metas de investimento em inovação e na implantação de projetos.
A nova edição do plano se dá quando nem todas as medidas do plano anterior foram totalmente executadas, como o estímulo à participação de produtos nacionais nas compras governamentais. A iniciativa foi anunciada em agosto de 2011, mas só agora serão definidos quais produtos o governo poderá adquirir a preços mais altos.
O comitê para monitorar o resultado da desoneração da folha também não foi criado. A redução das alíquotas interestaduais do ICMS segue em discussão no Congresso.
Em 2011, o Brasil Maior foi editado de olho na concorrência chinesa. Neste, somou-se mais um fator: em janeiro, a atividade industrial recuou 2,1% sobre dezembro.
Além das desonerações na folha, o governo aumentará em R$ 18 bilhões os recursos das linhas de financiamento do BNDES vinculadas ao Programa de Sustentação do Investimento e reduzirá juros.
Apesar disso, o governo ainda não definiu pontos estratégicos para reduzir o custo de produção no país, como a energia. Dilma não decidiu se renovará automaticamente as atuais concessões de energia elétrica ou se fará nova licitação
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1070886-governo-lanca-hoje-mais-um-plano-para-proteger-a-industria.shtml

Vamos cooperar.

Campanha lançada pela Prefeitura de São Paulo para diminuir vítimas de atropelamentos.


Pra variar as Leis sempre são feitas pela metade. Estão fazendo uma campanha massiva compra os motoristas, mas esqueceram que Educação vale para todos os cidadãos. Precisa educar melhor os pedestres, para eles passarem a respeitar a sinalização de transito. Atravessando somente na faixa de pedestre, quando tem farol de pedestre, aguardar o sinal verde para ele, olhar para os lados antes de descer da calçada, são pequenos atos que no final tornam-se uma maravilha para todos.
Homem atravessa fora da faixa, perto de alerta da prefeitura sobre campanha de proteção ao pedestre
Homem atravessa fora da faixa, perto de alerta da prefeitura sobre campanha de proteção ao pedestre

Tem que prender quem compra também!


PF realiza operação em oito Estados e DF contra tráfico internacional de aves silvestres e exóticas


  • Maioria das aves contrabandeadas tem como habitat as selvas do Peru, Equador e Venezuela

A PF (Polícia Federal) realiza nesta segunda-feira (2) a operação Estalo em oito Estados e Distrito Federal. O objetivo é prender 22 pessoas investigadas por tráfico internacional de aves silvestres e exóticas.
A operação começou em Pernambuco, mas também acontece em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Ceará, Amazonas, Santa Catarina, Roraima e Distrito Federal. Para a PF, trata-se de um “grande esquema criminoso” que envolvia pessoas em vários países da América do Sul.
Segundo a PF, a Justiça expediu 20 mandados de prisão preventiva e dois de prisão temporária. Além disso, há sete pessoas que serão levadas coercitivamente para prestar esclarecimentos. Outros 33 mandados de busca e apreensão também devem ser cumpridos ao longo do dia.
A PF explicou que as aves são contrabandeadas para o mercado clandestino e vendidas ilegalmente. A maioria dos animais tem como habitat as selvas do Peru, Equador e Venezuela. Segundo as investigações, o mercado era fomentado por criadores de canários, que viviam financeiramente com a rinha desses animais. Durante as investigações, 2.000 aves foram apreendidas.
Segundo a PF, os acusados tinham lucros de até 3.000%, já que os animais eram adquiridos nos países onde viviam por valores entre R$ 12 e R$ 15, eram vendidos no mercado clandestino por preços entre R$ 130 e R$ 220 e, por fim, chegavam ao mercado interno brasileiro, onde eram negociados, por até R$ 300.
Para trazer as aves para o Brasil, os acusados contavam com o apoio de um policial civil, que chegava a receber cerca de R$ 3.000 por carregamento. A PF não informou em que Estado o policial era lotado.
No mercado das rinhas, um bom canário era supervalorizado, e, conforme a habilidade apresentada, chegaria a valer R$ 100 mil. Para a PF, os valores eram recuperados em apostas nas brigas dos animais, as conhecidas rinhas.
Nas investigações, o PF averiguou que em apenas uma luta as apostas poderiam facilmente chegar a R$ 50 mil. Segundo a PF, apenas parte das negociações foi investigada, e não há, a princípio, o valor movimentado pelo grupo.

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http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/04/02/pf-realiza-operacao-em-11-estados-contra-trafico-internacional-de-aves-silvestres-e-exoticas.htm

segunda-feira, 2 de abril de 2012

É UMA VERGONHA MESMO. BELO EXEMPLO, HEIN!


Exclusivo: as faltas de todos parlamentares em 2011

Levantamento do Congresso em Foco mostra que 91% das ausências dos deputados e 70% das faltas dos senadores foram abonadas pela Câmara e pelo Senado

Faltar a sessões reservadas a votação sem apresentar justificativa implica, em tese, desconto no salário e até a perda do mandato caso elas representem um terço das reuniões realizadas no ano. Mas a maioria dos parlamentares que acumularam faltas em 2011 não têm que se preocupar quanto a isso. O Senado abonou 70% das 1.158 faltas registradas pelos senadores em 2011. Ao todo, 489 ausências ficaram sem a devida explicação. O índice foi ainda maior na Câmara, onde 91% das 8.573 ausências dos deputados foram perdoados em função das justificativas apresentadas. Não houve justificativa para 758 faltas. Os parlamentares, porém, têm até o final do mandato para justificar suas ausências. Ou seja: o percentual de faltas justificadas deverá crescer ainda mais.

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Babosa e hortelã entram na lista de remédios do SUS - Saúde

Babosa e hortelã entram na lista de remédios do SUS - Saúde


Fonte: RONDONIAVIP
  • Babosa e hortelã entram na lista de remédios do SUS

Área com duas mil gravuras rupestres é alagada em Rondônia

Desenhos foram achados durante construção de hidrelétrica em Rondônia. Eles já ficavam encobertos pelas águas durante parte do ano


Há milhares de anos, povos amazônicos criaram um enorme complexo de gravuras rupestres nos arredores do Rio Madeira, na área onde hoje está localizada a capital de Rondônia, Porto Velho. Ao longo de 200 metros, eles esculpiram em blocos de rochas pelo menos duas mil gravuras geométricas e desenhos que lembram animais, como gato, macaco e lagarto.

As gravuras, que podem ter até 8 mil anos, segundo arqueólogos que trabalharam na área, foram encontradas durante pesquisas que antecederam a construção da usina hidrelétrica Santo Antônio. Os pesquisadores esperaram o período de seca para catalogar os desenhos, já que a área ficava submersa durante as cheias do Rio Madeira. Em janeiro deste ano, a área foi alagada permanentemente para dar origem ao reservatório da usina.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acompanhou as obras e afirma que não existem irregularidades. “A existência de sítios arqueológicos não inviabiliza a implementação do investimento. Pode inviabilizar, se o sítio for considerado de grande relevância científica, dependendo da força política do Iphan e do apoio de comunidades”, afirma Rogério Dias, coordenador de pesquisa e licenciamento arqueológico do Iphan.

Impacto
De acordo com a Sciencia Consultoria Científica, contratada pela Santo Antônio Energia, concessionária responsável pela construção e operação da usina Santo Antônio para realizar pesquisas arqueológicas na área, não existe um estudo do impacto do alagamento permanente na preservação das gravuras.

“Não há um estudo do impacto nas gravuras quando ficam na água por um bom tempo. Nós não sabemos qual será o impacto. Pode ser que elas ainda estejam lá”, afirmou Renato Kipnis, diretor da Sciencia. Segundo o Iphan, os blocos de rocha com as gravuras rupestres “não sofreriam processo de destruição, ficariam embaixo de água, preservados como estavam”. “Vamos supor que se resolva esvaziar o lago. As gravuras vão continuar lá embaixo. Também é possível fazer pesquisa subaquática”, afirma Rogério Dias, do Iphan.

"É melhor deixar isso lá que retirá-los. O processo de retirada de lá é muito complicado e às vezes há risco de rachar o bloco, quebrar. É melhor que fique lá. Mas [antes do alagamento] fica registrada a existência [das gravuras]", explica Dias.

Características
Ainda não existe uma cronologia exata das gravuras, mas sabe-se que alguns sítios arqueológicos na área têm cerca de 8 mil anos de ocupação, segundo Kipnis. “A ocupação da área do rio madeira começou por volta de 8 mil anos atrás. Por isso, a área pode ter entre 8 mil anos”, diz.

Para tentar descobrir a idade das gravuras esculpidas, os arqueólogos vão compará-las com cerâmicas pintadas encontradas em outros sítios arqueológicos da região, explica Kipnis. De acordo com a semelhança dos desenhos , será possível estimar a idade. “Como conseguimos datar a cerâmica, talvez por associação possamos ter uma ideia da cronologia dessas gravuras”, diz.

Para esculpir as gravuras nas rochas, os povos amazônicos que viveram na região utilizavam uma técnica chamada “picotamento”, explica a Sciencia. Eles batiam na rocha com alguma pedra ou outro artefato rígido até produzir a forma desejada em baixo relevo. Segundo Kipnis, provavelmente não era usada tinta nas gravuras.

Registro em 3D
“A área era pouco conhecida do ponto de vista da arqueologia. O projeto Santo Antônio possibilitou um trabalho sistemático de [estudo de] coleções arqueológicas”, defende Kipnis. Depois do achado das gravuras, foi iniciado um trabalho sistemático de catalogação das imagens com uso de alta tecnologia, que incluiu um registro digital para reconstituição em modelos 3D. Um dos equipamentos empregados emitia 900 mil feixes de laser por segundo, em 360°, com precisão de 2 milímetros, de acordo com a Santo Antônio Energia. Assim, será possível reconstitui os desenhos em alto relevo.

Também foram feitos registros em 3D da topografia da área e dos pedrais onde estão localizados as gravuras, que são importantes para compreender a espacialidade das gravuras. O objetivo do registro em 3D é criar uma plataforma voltada para comunidade científica onde será possível visualizar a área, agora alagada, e dar zoom para visualizar as gravuras.

“O nível de detalhe é tão grande que será possível reconstituir os pedrais com gravuras”, afirma Kipnis. Além da Scientia, participou da catalogação em 3D a empresa portuguesa Dryas Arqueologia. O trabalho se concentrou em cinco áreas com extensos pedrais, chamadas Ilha Dionísio, Ilha do Japó, CPRM 2, Ilha das Cobras e Teotônio.

“Fizemos um registro que nunca foi feito no Brasil. A contrapartida [da construção da hidrelétrica] é a concentração de recursos para fazer a pesquisa, de alta qualidade”, defende Kipnis. Os gastos da Santo Antônio Energia com estudos arqueológicos na área foram de R$ 12 milhões.
Fonte: RONDONIAVIP